O Thermo Scientific iCAP PRO Duo é um dos espectrômetros de emissão óptica com plasma indutivamente acoplado mais versáteis do mercado, capaz de operar simultaneamente nas vistas axial e radial. Para manter sua performance ao longo do tempo, porém, a escolha correta dos consumíveis para ICP-OES é tão importante quanto a calibração do equipamento. Neste guia, apresentamos os principais consumíveis compatíveis com o PRO Duo, explicamos sua função e indicamos onde encontrar cada um.
A tocha é o componente onde ocorre a formação e a sustentação do plasma de argônio. No PRO Duo, ela precisa suportar temperaturas extremas e, ao mesmo tempo, garantir estabilidade de sinal em rotinas longas.
Existem basicamente dois tipos de tochas para ICP-OES: as tochas de quartzo convencionais, indicadas para a maioria das matrizes aquosas, e as tochas desmontáveis (como a D-Torch da Glass Expansion), que permitem a substituição individual do tubo injetor, reduzindo o custo de manutenção quando o injetor sofre desgaste ou entupimento.
A escolha do tipo de injetor também importa: injetores de quartzo são os mais comuns, mas injetores de alumina ou PFA são recomendados para amostras com HF ou alto teor de sólidos dissolvidos (TDS).
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O nebulizador converte a amostra líquida em aerossol fino antes de ela entrar na câmara de nebulização. É um dos consumíveis com maior impacto direto na sensibilidade, estabilidade e vida útil do sistema de introdução de amostras.
Para o PRO Duo, os principais tipos de nebulizadores disponíveis são:
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A câmara de nebulização recebe o aerossol gerado pelo nebulizador e seleciona apenas as gotículas mais finas para seguir ao plasma. Portanto, ela influencia diretamente a eficiência de transporte, o carryover entre amostras e a estabilidade do sinal.
Para o PRO Duo, as principais câmaras de nebulização são:
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A bomba peristáltica controla o fluxo de amostra até o nebulizador e o descarte do dreno da câmara. Os tubos para bomba peristáltica são consumíveis de desgaste, eles se comprimem e relaxam continuamente durante a operação, o que os torna um dos itens com maior frequência de reposição no laboratório.
Os parâmetros mais importantes na escolha dos tubos são o diâmetro interno (que define o uptake) e o material (que determina a resistência química). Para o PRO Duo, os tubos mais comuns são fabricados em Tygon ou PVC para amostras aquosas, e em Viton ou Solvaflex para solventes orgânicos ou amostras com HF.
É importante substituí-los regularmente, pois tubos desgastados geram pulsações no fluxo, comprometendo diretamente a estabilidade do sinal e o RSD das medições.
Probes para autosampler
As probes para autosampler (agulhas de aspiração) são o primeiro ponto de contato entre o equipamento e a amostra. Uma probe desgastada ou contaminada pode introduzir carryover, comprometer a precisão da aspiração e aumentar o tempo de análise.
Para o PRO Duo, as probes disponíveis variam em material (aço inoxidável, PEEK ou PTFE) e comprimento, devendo ser selecionadas conforme o tipo de rack e o volume dos tubos utilizados. Probes em PEEK ou PTFE são indicadas para amostras com HF ou altamente corrosivas.
Os tubos e racks para autosampler garantem a organização das amostras e a compatibilidade com o braço de aspiração do equipamento. O PRO Duo é compatível com racks de diferentes formatos, aceitando tubos de 15 mL e 50 mL nos modelos padrão.
A escolha do material dos tubos também é relevante: tubos de polipropileno são os mais comuns para amostras aquosas, enquanto tubos de HDPE ou PFA são preferíveis para amostras com traços de metais, reduzindo a adsorção de analitos nas paredes.
A bobina de radiofrequência (RF) é o componente responsável por gerar o campo eletromagnético que sustenta o plasma de argônio. No PRO Duo, a bobina é uma peça de alta durabilidade, mas sujeita a desgaste ao longo do tempo, especialmente em laboratórios com rotinas intensas ou que trabalham com matrizes corrosivas.
As bobinas de RF são fabricadas em cobre ou prata, e sua substituição correta é essencial para manter a eficiência de acoplamento de energia e a estabilidade do plasma. Bobinas com sinais de oxidação ou deformação devem ser trocadas para evitar instabilidade de sinal e consumo excessivo de argônio.
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Manter os consumíveis do Thermo Scientific iCAP PRO Duo em bom estado é condição indispensável para garantir resultados confiáveis, menor tempo de inatividade e maior vida útil do equipamento. Desde a tocha até os tubos do autosampler, cada componente cumpre um papel específico na cadeia de introdução e análise de amostras.
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CONOSTAN – Padrões em Óleo
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